Novas regras do Minha Casa Minha Vida: renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil
Por Fernanda Ladvig Ell ·
Abril trouxe a maior atualização do Minha Casa Minha Vida desde a criação da Faixa 4. As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS em 24 de março, publicadas na Portaria MCID nº 333/2026 em 1º de abril e, desde 22 de abril, já estão sendo aplicadas pela Caixa e pelo Banco do Brasil.
As novas faixas de renda
- Faixa 1: renda familiar até R$ 3.200 (antes R$ 2.850);
- Faixa 2: até R$ 5.000 (antes R$ 4.700);
- Faixa 3: até R$ 9.600 (antes R$ 8.600);
- Faixa 4: até R$ 13.000 (antes R$ 12.000).
Imóveis mais caros dentro do programa
- Faixa 3: o imóvel pode valer até R$ 400 mil (antes R$ 350 mil).
- Faixa 4: até R$ 600 mil (antes R$ 500 mil).
- Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, conforme a cidade.
Também foi criada uma taxa de 4,50% ao ano para famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200, que passaram para a Faixa 1. O governo estima que cerca de 87,5 mil famílias sejam beneficiadas pela atualização.
O que isso significa na prática
1. Quem tinha "estourado" a faixa pode voltar. Muitas famílias tiveram aumento de salário nos últimos anos e ficaram acima do limite. Com rendas maiores nas faixas, vale refazer a simulação: cair numa faixa mais baixa significa juros menores e, nas Faixas 1 e 2, possibilidade de subsídio.
2. Mais imóveis cabem no programa. Aqui no Vale do Sinos, o novo teto de R$ 400 mil na Faixa 3 abre espaço para casas e apartamentos maiores ou mais bem localizados, que antes ficavam de fora por pouco.
3. A Faixa 4 chega a imóveis de R$ 600 mil, com juros de 10% ao ano, abaixo do mercado.
Um cuidado: as regras sobre quanto o banco financia no imóvel usado variam por faixa e região e costumam ser mais restritas no Sul. Antes de escolher entre novo e usado, confira esse percentual na simulação, porque ele define o tamanho da entrada.
A Selic começou a cair
Em 18 de março, o Banco Central fez o primeiro corte de juros desde 2024: a Selic foi de 15% para 14,75%. Em 29 de abril, novo corte, para 14,50% ao ano.
Mas atenção: os juros do financiamento não caem na mesma hora. Em abril, a Caixa informou que não prevê redução das taxas do crédito imobiliário no curto prazo. A taxa máxima declarada no SFH residencial é de 11,49% ao ano + TR. Por isso, o Minha Casa Minha Vida continua sendo muito mais vantajoso para quem se enquadra.
O mercado está aquecido
- Em 2025, segundo a CBIC, o país teve recorde de lançamentos (453 mil unidades) e de vendas (426 mil unidades). O Minha Casa Minha Vida respondeu por cerca de metade dos lançamentos e das vendas no fim do ano.
- O FipeZap mostrou alta de 5,62% em 12 meses até março, acima da inflação do período (3,69%).
Com mais famílias se enquadrando no programa, a procura por imóveis dentro dos novos tetos tende a crescer. Quem se organiza antes tem mais opções na hora de escolher.
Próximo passo
Se a sua renda familiar está até R$ 13 mil, refaça a simulação com as regras novas. Me chame no WhatsApp e eu te mostro em qual faixa você ficou, quanto pode financiar e quais imóveis prontos cabem no seu orçamento.
Fontes
- Minha Casa Minha Vida: teto é ampliado e atenderá renda de até R$ 13 mil (CNN Brasil, 24/03/2026)
- Renda de R$ 13 mil e imóveis de R$ 600 mil: as novas regras do Minha Casa Minha Vida (InfoMoney, 22/04/2026)
- Nova portaria atualiza limites de renda do Minha Casa Minha Vida (Secom, 04/2026)
- BC reduz juros básicos para 14,75% ao ano (Agência Brasil, 18/03/2026)
- Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano (Agência Brasil, 29/04/2026)
- Mesmo com queda na Selic, Caixa não prevê queda de juros no financiamento imobiliário (InfoMoney, 15/04/2026)
- Mercado imobiliário fechou 2025 com recordes em lançamentos e vendas (CBIC, 23/02/2026)
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